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terça-feira, janeiro 05, 2010

O que vocês querem, sei eu pá #1

O pessoal que passa a vida a dizer que a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo é um assunto irrelevante que afasta o país do combate à crise, apresenta hoje as assinaturas para tentar forçar um referendo e uma campanha de 15 dias sobre o tema que dizem ser insignificante.

Post de Pedro Salesintegralmente retirado do blogue Arrastão

quinta-feira, outubro 22, 2009

Os moralistas da liberdade de expressão conforme dá jeito

Muitos dos que têm saudades do tempo de antena da Manuela da TVI, em nome da liberdade de expressão, gostariam de calar e pendurar no pelourinho o escritor Saramago que atravessa uma fase mística de irritação com a bíblia.

in blogue Agua Lisa

quinta-feira, outubro 01, 2009

Este país não é para velhos #2


«(...) confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas(...)»

O problema, como se entende, não são os «sentimentos» de Fernando Lima. O problema é ele ter pegado num dossiê e ir partilhar, não «sentimentos», mas pseudo-«informações». Com um jornalista. E dizendo-se autorizado superiormente.
Quanto a isso, não basta «duvidar» da «veracidade» do e-mail. O Presidente tem razões para concluir que o e-mail é falso? Não tem: tê-lo-ia dito peremptoriamente.
Fernando Lima agiu à revelia de Cavaco? Não o fez, pois Cavaco tê-lo-ia corrido de Belém - e ele continua lá.
Sim, não há crime. Há só uma grave falha ética - o que, para um Presidente, é imperdoável.

Extraído de Esquerda Republicana

sábado, setembro 05, 2009

"ai isso é claro, claro, tão claro como a clara do ovo"(*)

Quem sai imediatamente a ganhar com esta notícia? Logo em primeiro lugar Manuela Moura Guedes, uma jornalista medíocre, manipulativa, e sem qualquer sentido de profissionalismo, que alimenta um pouco mais os seus 15 minutos de fama frente aos holofotes.
Mas não lhe ficam nada atrás os partidos da oposição, PSD logo à cabeça, mas também CDS, PCP e BE, que imediatamente tentam capitalizar votos sobre o PS, explorando o desagrado — natural — de Sócrates para com Moura Guedes.

Extraído de post de Ricardo Schiappa de Esquerda Republicana
(*)Extraído de O Galo É O Dono Dos Ovos de Sérgio Godinho

Se quem mais ganhou com esta notícia foi o PSD, as alegadas pressões, a existirem, de onde terão realmente vindo? (*)

(*)via esquerda republicana

quinta-feira, junho 25, 2009

Brilhante, de facto

Juntam-se 28 economistas (de gabarito, afiançam-me...) para salvar Portugal.
E a única ideia que conseguem parir é PAREM TUDO.
Eis uma ideia brilhante. Mesmo sem ser economista, também consigo dizer PAREM TUDO.
Quando se trata de fazer, aí é que começo a ter mais dificuldade. Pelos vistos, os economistas, mesmo os mais eminentes, também.

Extraído de French Kissin´

quarta-feira, junho 10, 2009

Só sei que nada sei

Se calhar Portugal era, no sábado, o mesmo país que hoje é.
A diferença é que havia mais pessoas cheias de certezas.

Extraído do blogue de Pedro Rolo Duarte

sexta-feira, maio 29, 2009

Mexe com muita gente #2

Argumentaram os críticos que o valor de um salário deve ter em conta o valor acrescentado pela actividade de quem recebe esse salário. Porém, o argumento meritocrático tem limites, em primeiro lugar porque a concretização de decisões meritórias requer o trabalho de outros,(...)

Em segundo lugar, porque o sucesso de quem actua com mérito depende das condições colectivas que viabilizam essa actuação, o que significa que uma parte daquele valor acrescentado deve permitir não apenas a recompensa do mérito mas também a reprodução ampliada de tais condições.

Rui Pena Pires in O Canhoto

Mexe com muita gente

Segundo o Correio da Manhã da última terça-feira, “Bela Vista custa 1 milhão em subsídio”. O valor estimado corresponderia ao recebido por cerca de 275 famílias beneficiárias do rendimento social de inserção. É uma maneira de fazer contas.
Outra seria dizer que a Bela Vista custa 79% de um “mexia” por ano.
O valor obtém-se relacionando o total dos subsídios recebidos pelas 275 famílias com a remuneração recebida em 2008 por António Mexia, enquanto presidente executivo da EDP (o gestor português com o salário mais elevado em 2008): 1,26 milhões de euros.

Rui Pena Pires in O Canhoto

terça-feira, abril 07, 2009

Democracia que anda nua, atua quando me ouso, amua quando repouso (*)

Estão por isso errados todos aqueles que pensam que a solução passa apenas por dar um toque, aqui ou acolá, no desenho institucional da Europa.
O grande problema da Europa é de democracia — de fundar ou refundar a futura democracia europeia — e, enquanto não resolvermos esse problema, dificilmente resolveremos qualquer dos muitos outros

(*) Extraído de Democracia de Tom Zé
Rui Tavares in Rui Tavares.Net

quarta-feira, março 04, 2009

Salve-se quem puder

Esta crise não é igual às outras, para passar daqui a uns meses e voltar tudo ao que era dantes. Esta crise é bicho mais raro e impiedoso.
Esta é daquelas que vem para nos demonstrar que os fundamentos da nossa realidade estavam errados. Nenhuma destas crises (o Pânico de 1873, a Grande Depressão de 1929, a estagnação de que o Japão ainda não saiu) é igual às outras, salvo num pormenor: quando uma crise destas ocorre, não saímos como entrámos.
Muda a nossa relação com o trabalho, mudam os planos que fazemos para a nossa vida, muda até a maneira como nos encaramos uns aos outros.

Extraído do blogue de Rui Tavares

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Conta-me histórias #3

(O PS) Dá sinais de tentar renovar a maioria reposicionando-se à esquerda, dando prioridade às classes médias, combatendo as desigualdades, erradicando discriminações persistentes.

Paulo Pedroso in O Canhoto

Inferno fiscal

Na esmagadora maioria dos casos, esses verdadeiros paraísos da finança pouco ou nada mais fazem do que permitir que empresas e indivíduos registem aí a sua sede, em troco de impostos irrisórios e sem qualquer exigência de uma actividade económica real significativa no território. Esta monumental fraude legal permite aos agentes envolvidos não apenas fugir ao pagamento de impostos nos países de origem mas, de forma mais geral, promove a ocultação de práticas mais ou menos ilícitas, quando não criminais.

O dinheiro que circula nos «offshores» representa anualmente cerca de 4 vezes o PIB francês, representando perdas avultadas para os cofres dos estados (só a Suiça será responsável por perdas fiscais do Estado francês que equivalem à totalidade das receitas fiscais anuais em Portugal).

Ricardo Paes Mamede in Ladrões de Bicicleta

segunda-feira, janeiro 19, 2009

A falar é que a gente se entende #2

Os socialistas precisam de reconhecer que, se se aproximassem mais dos partidos à sua esquerda, e não dos partidos à sua direita, como têm efectivamente feito, poderiam formar um bloco político (e social) mais forte no combate às desigualdades sociais, em geral, e à direita social e política, em particular.
A extrema-esquerda precisa não só de ultrapassar algum do seu sectarismo e da sua cultura de contra-poder, mas também de perceber que, primeiro, o seu principal adversário não pode ser o PS e, segundo, se deixasse a porta entreaberta para possíveis entendimentos não só poderia capitalizar mais nas urnas como poderia também ganhar maior credibilidade entre os portugueses e maior capacidade de influência na política portuguesa, nomeadamente para corrigir o “enviesamento do sistema partidário para a direita”.
E com uma maior clarificação ideológica ganharia também a democracia portuguesa.

André Freire in Ladrões de Bicicletas

A falar é que a gente se entende

Em Portugal, quando se fala de cooperação entre as esquerdas, geralmente as várias forças acusam-se mutuamente.
Para justificarem a quase impossibilidade de entendimentos, os socialistas acusam as forças à sua esquerda de sectarismo e de fazerem do PS o seu principal adversário.
Por seu lado, também para justificarem a quase impossibilidade de entendimentos, os bloquistas (e os comunistas) acusam o PS de executar políticas de direita e daí o obstáculo quase intransponível para se firmarem acordos.
A verdade é que, do meu ponto de vista, todos precisam de fazer o seu papel numa eventual aproximação.

André Freire in Ladrões de Bicicletas

quarta-feira, novembro 05, 2008

Renascimento

Será pela fresta das pequenas mudanças que outras, mais radicais, abrirão caminho.
O capitalismo do endividamento geral estampou-se. A discussão sobre o que aí vem trará muitas surpresas. Para lá do meu cepticismo, pela primeira vez em muitos anos, acredito que a esquerda voltará a contar. Porque a política com P grande, a que exige respostas à altura dos desafios de civilização, vai renascer.

Miguel Portas in Sem Muros

Os suspeitos do costume

Cadilhe não aponta o dedo aos homens que destruiram o banco de que é agora administrador. Sobre eles, que foram os culpados pela situação a que o banco chegou, nada a dizer. Não há culpas para os seus antecessores.
Falando em nome do banco que enganou o Estado culpa o Estado por se ter deixado enganar.
Tendo em conta que foi a instituição que representa que não cumpriu a lei, e independentemente de não ter responsabilidades pessoais, seria a última pessoa que o poderia fazer.

Extraído de O Arrastão

terça-feira, outubro 14, 2008

Tomates ou falta deles

(...) Também entre os homens e as mulheres da Fundação Nobel, que não foram capazes de atribuir o Prémio da Paz ao dissidente Hu Jia, escasseia a coragem.
Hu é neste momento o mais conhecido e reconhecido activista chinês dos direitos humanos. Encontra-se, desde Abril deste ano, a cumprir uma pena de três anos e meio de prisão por «incitar à subversão contra o poder de Estado».

Extraído de A Terceira Noite