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segunda-feira, setembro 07, 2009

quinta-feira, maio 14, 2009

Um Bloco Central permanente

Há muito que somos governados por um BC [Bloco Central] que não vai a votos mas domina a vida política e económica.
A simples hipótese de que não saia nenhum governo maioritário das próximas eleições, faz estremecer um poder económico habituado a desdizer o papel do Estado quando é para reforçar os direitos sociais, mas não sabe viver sem os negócios onde o Estado distribui os prejuízos pelos contribuintes e reserva lucros chorudos à mesma classe empresarial que suspira pelo casamento PS-PSD.

Helena Pinto in meia-hora

sexta-feira, maio 08, 2009

Bloco central alargado

Querem mais dinheiro os partidos? Pois claro. E não tiveram meias-medidas. Estamos a falar da duplicação do montante máximo que os partidos irão poder receber dos privados como contribuições dos militantes e an-gariação de fundos.
Tudo sob a desculpa de que a Festa do Avante rende ao PCP dinheiro que a lei não permite contabilizar. Mas o que podia ter sido uma excepção só para situações limitadas, converteu-se numa regra geral para todos. (
...) Este também é o bloco central.

Pedro Lombra in i

domingo, maio 03, 2009

Não há moralidade e nem comem todos

Alberto João Jardim gastou em viagens "secretas" meio milhão de euros em 2008
Montante representa mais de um quarto do orçamento da presidência do executivo. Só uma viagem a Londres e Jersey custou 23 mil euros.

in publico

sexta-feira, março 13, 2009

A real politik

Ao mesmo tempo que, na Guiné, Nino Vieira era enterrado no maior dos ostracismos, em Lisboa prestava-se homenagem a José Eduardo dos Santos.
Nino não foi certamente menos ditador do que José Eduardo dos Santos. Nem mandou matar mais nem torturar com maior crueldade do que o actual Presidente angolano. E certamente que Nino e a sua família enriqueceram muito menos que o clan presidencial de Angola.
Acontece simplesmente que os políticos, sobretudo se forem déspotas, são tratados neste lado do mundo não tanto pelo que pensam ou fazem mas sim a partir do índice do temor que inspiram e das riquezas que se estima que controlam.
E Nino já não contava para nada.

Helena Matos no Publico

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Aqui é que é a república das bananas #2

Os três acusados no assassinato da jornalista russa Anna Poltikovskaia, caso revestido de enorme carga política, foram ontem absolvidos pelo júri do processo, de acordo com o veredicto lido ao início da tarde em tribunal militar, ao fim de menos de 24 horas de deliberação dos jurados.

Um único facto foi dado como provado: Anna Politkovskaia foi assassinada. Por quem? Com que motivo? E a mando de quem? Os jurados disseram não haver provas.

in publico.pt

Aqui é que é a república das bananas

O advogado britânico David Mills foi considerado culpado e condenado a quatro anos e seis meses de prisão por ter aceite um suborno de Silvio Berlusconi, em 1997. (...)
Silvio Berlusconi era acusado por ter subornado Mills, mas está protegido pela lei da imunidade introduzida pelo seu Governo, em Julho de 2008, que protege as principais figuras do Estado, como o Presidente da República, o primeiro-ministro e os presidentes das duas câmaras.

in publico.pt

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Hasta siempre comandante

O Presidente venezuelano ganhou o referendo de domingo que lhe permitirá recandidatar-se automaticamente e sempre a partir de 2012.

in publico.pt

terça-feira, janeiro 20, 2009

Falcões

A tragédia Bush fica para a história como um intervalo de irracionalidade onde a ganância de alguns arrastou multidões para a miséria

António José Teixeira in Diário Económico

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Amor à camisola

O incidente do prolongado fim-de-semana dos 48 deputado dá que pensar. Pensar que a dignidade das funções, quaisquer que elas sejam, depende do carácter e da integridade de quem as exerce. E em torno destes princípio devemo-nos unir ou separar.

Baptista Bastos in Diário de Notícias

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Na Tailândia, o Primeiro Ministro foi demitido por "golpe judicial"

Depois da ditatorial cena que impediu um eleito pelo povo de entrar na assembleia, a direcção daquela câmara manda agora retardar as imagens televisivas do plenário para ter tempo de as censurar antes de os portugueses as verem. (...)
O presidente do Parlamento madeirense também decidiu cortar a transmissão para os gabinetes dos grupos parlamentares da oposição e para a sala de imprensa (já privada da emissão em áudio). Às imagens em directo apenas pode aceder-se nas instalações do PSD e dos colaboradores
directos do presidente, dos quais parte a ordem de censura para a régie.
Ao Chefe de Estado, a todos os líderes partidários – com especial responsabilidade para o PSD – e
a todos nós cabe fazer alguma coisa. Porque enquanto por ali flutuar a bandeira nacional, aquilo não é Cuba, é Portugal.

Sérgio Coimbra in Meia Hora

domingo, novembro 09, 2008

Fezada

Invocou Deus e agradeceu, com a fé de uma crente que se verga perante uma graça sobrenatural, "a luz que deu a quem [os juízes] teve de ver a verdade"

Fátima Felgueiras e a decisão do tribunal ao caso "saco azul"
in publico.pt

177,67 euros

Segundo o acórdão dos juízes, o único prejuízo sofrido pela Câmara de Felgueiras ascende a 177,67 euros, quantia que Fátima Felgueiras não devolveu à autarquia, relativos a cerca de 30 por cento das ajudas de custo que indevidamente lhe tinham sido adiantadas, por causa de uma visita de trabalho à Irlanda.

in publico.pt

Decisão esquizofrénica

Apesar de o juiz-presidente ter considerado que ficou provada "boa parte dos factos", que houve "entregas de dinheiro" para a conta paralela do PS e que os pagamentos efectuados pela Câmara Municipal de Felgueiras (CMF) à empresa Resin tiveram na base concursos e contratos simulados, o colectivo de juízes entendeu que a acusação não conseguiu demonstrar "que a câmara não deveria ter pago aquelas quantias", pelo que não ficou provado que daquelas situações tivesse resultado um efectivo prejuízo para o município.

in publico.pt

terça-feira, outubro 14, 2008

Tomates ou falta deles

(...) Também entre os homens e as mulheres da Fundação Nobel, que não foram capazes de atribuir o Prémio da Paz ao dissidente Hu Jia, escasseia a coragem.
Hu é neste momento o mais conhecido e reconhecido activista chinês dos direitos humanos. Encontra-se, desde Abril deste ano, a cumprir uma pena de três anos e meio de prisão por «incitar à subversão contra o poder de Estado».

Extraído de A Terceira Noite



quinta-feira, junho 19, 2008

"Inaceitável"

O Parlamento Europeu aprovou ontem sem as emendas que pretendiam alguns grupos o projecto de lei dos Vinte e Sete sobre imigração ilegal - a Europa vai tornar mais difícil a vida aos sem-papéis.
A decisão levantou uma onda de protestos entre críticos e organizações não-governamentais. A reacção menos vigorosa foi: "inaceitável".

in publico.pt

quarta-feira, junho 18, 2008

La piovra

Membros do Povo da Liberdade e advogados do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, lançaram nos últimos dois dias o que a imprensa e a oposição já chamam operação "salva primeiro-ministro".
Em marcha está legislação que fará adiar julgamentos que envolvem o líder da direita, ao mesmo tempo que decorre uma ofensiva contra a juíza que preside ao processo em que Berlusconi é acusado de obstrução à justiça.
Na calha está ainda a aprovação de uma lei que dará imunidade judicial ao Cavaliere.

in publico.pt

quinta-feira, maio 29, 2008

Não é impossível terem ambos razão (*)

“Chamar-me mentiroso? Atreva-se. Os portugueses olham para si e para mim e sabem quem está a mentir”. Francisco Louçã dirigindo-se a José Sócrates no aceso debate de hoje

“A primeira regra da democracia é não mentir” José Sócrates em resposta a Francisco Louçã

in publico.pt
(*) título extraído de O Insurgente