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sexta-feira, setembro 03, 2010
quinta-feira, setembro 02, 2010
Sentido para a vida
Mais prisões outra vez, terror, campos de concentração, o levar indiscrimadamente pais, irmãos, irmãs.
Uma pessoa procura sentido para a vida e pergunta-se se ela na realidade ainda tem sentido.
Extraído de "Diário de Etty Hillesum", p.91, comentando o exportação de judeus holandeses para campos de concentração em 1941.
segunda-feira, agosto 30, 2010
Assistir
Assistir é não fazer, isto parece lógico.
Quem assiste ou é burro e não sabe fazer, ou é cobarde e não tem coragem para fazer.
É isto.
Extraído de "Um homem ou é tonto ou é uma mulher" de Gonçalo M. Tavares, p.62
sexta-feira, agosto 27, 2010
Voltem logo à noite, pode ser?
O que eu quero para a vida?
Logo de manhã a fazerem-me essa pergunta.
Se ma fizessem de noite eu sabia o que responder:
-Quero dormir!
Mas , assim, a fazerem-me logo pela manhã, fico sem palavras.
Voltem logo à noite, pode ser?
Eu logo vos respondo.
Extraído de "O homem ou é tonto ou é uma mulher" de Gonçalo M. Tavares, p.56
Logo de manhã a fazerem-me essa pergunta.
Se ma fizessem de noite eu sabia o que responder:
-Quero dormir!
Mas , assim, a fazerem-me logo pela manhã, fico sem palavras.
Voltem logo à noite, pode ser?
Eu logo vos respondo.
Extraído de "O homem ou é tonto ou é uma mulher" de Gonçalo M. Tavares, p.56
quinta-feira, agosto 26, 2010
quarta-feira, agosto 25, 2010
O que é a vida?
O que é a vida?
Para que é isto?
Todos somos uns grandes imbecis, essa é que é a verdade
Extraído de "Um homem ou é tonto ou é uma mulher" de Gonçalo M. Tavares, p.52
Para que é isto?
Todos somos uns grandes imbecis, essa é que é a verdade
Extraído de "Um homem ou é tonto ou é uma mulher" de Gonçalo M. Tavares, p.52
terça-feira, agosto 24, 2010
Sou romântico mas não sou palerma.
Se uma mulher me pedir:
- Quero que subas até ao 10º andar pelas escadas e de lá do alto quero que grites que me amas; se uma mulher me pedir isto é calro que eu não vou subir a lado nenhum, nem gritar nada - que não sou de gritos - mas de certeza que lhe vou dar um beijo.
E elas não resistem a isto.
Ser romântico é dar beijos em qualquer situação.
Elas pedem-nos uma outra coisa e nós zau: um beijo.
Elas choram e nós zau: 1 beijo.
Riem à gargalhada e nós zica: 1 beijo.
É assim: beijos, beijos, beijos.
Sou romântico mas não sou palerma.
Subir escadas até ao 10º andar por causa de uma mulher?
Nem pensar
Extraído de "O homem ou é tonto ou é uma mulher" de Gonçalo M. Tavares, p.56
- Quero que subas até ao 10º andar pelas escadas e de lá do alto quero que grites que me amas; se uma mulher me pedir isto é calro que eu não vou subir a lado nenhum, nem gritar nada - que não sou de gritos - mas de certeza que lhe vou dar um beijo.
E elas não resistem a isto.
Ser romântico é dar beijos em qualquer situação.
Elas pedem-nos uma outra coisa e nós zau: um beijo.
Elas choram e nós zau: 1 beijo.
Riem à gargalhada e nós zica: 1 beijo.
É assim: beijos, beijos, beijos.
Sou romântico mas não sou palerma.
Subir escadas até ao 10º andar por causa de uma mulher?
Nem pensar
Extraído de "O homem ou é tonto ou é uma mulher" de Gonçalo M. Tavares, p.56
domingo, fevereiro 28, 2010
terça-feira, agosto 11, 2009
sexta-feira, agosto 07, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
quarta-feira, julho 29, 2009
sexta-feira, setembro 05, 2008
"A ken´t fet no, zetisfektion"(*)
(*)Título de canção dos Klaus Renft Combo, banda de rock de protesto da antiga RDA, que como forma de contornar a censura do regime e da antiga Stasi - polícia política do regime - às músicas ocidentais,traduziam as letras de bandas como os Rolling Stones e Pink Floyd cantando as em alemão. No presente caso, a canção dos Rolling Stones "I can´t get no satisfaction"
Extraído de "Stasiland - O outro lado do muro de Berlim" de Anna Funder, Civilização editora, 2002, página 172.
quinta-feira, setembro 04, 2008
"Essa guarda fronteiriça precisava ter o seu próprio calendário de mulheres nuas"
- Este calendário foi impresso para as tropas da fronteira da RDA , sabe o que ele tem de especial?
(...) Este calendário foi impresso em meados dos anos 90. Após a queda do muro. Foi impresso porque, mesmo nessa fase tardia, as pessoas aqui não podiam acreditar que a nação deixaria de simplesmente de existir .
Apesar de todas as evidências, pensavam que a RDA iria continuar como país independente, com um exército e uma guarda fronteiriça própria.
E essa guarda fronteiriça precisava ter o seu próprio calendário de mulheres nuas.
(...) Este calendário foi impresso em meados dos anos 90. Após a queda do muro. Foi impresso porque, mesmo nessa fase tardia, as pessoas aqui não podiam acreditar que a nação deixaria de simplesmente de existir .
Apesar de todas as evidências, pensavam que a RDA iria continuar como país independente, com um exército e uma guarda fronteiriça própria.
E essa guarda fronteiriça precisava ter o seu próprio calendário de mulheres nuas.
Extraído de "Stasiland - O outro lado do muro de Berlim" de Anna Funder, Civilização editora, 2002, página 158.
quarta-feira, setembro 03, 2008
Acordaram num mundo completamente diferente
Em Janeiro de 1961, Frau Paul deu à luz o seu primeiro filho. O parto foi difícil. Nos seus primeiros dias de vida, Torsten cuspiu sangue. Não conseguia mamar.
(...) Seis dias após o parto, Frau Paul teve alta e foi para casa mas o seu bébé estava a alimentar-se muito mal. (...) Levou-o a um hospital na zona leste da cidade [de Berlim] mas não conseguiram detectar o seu problema.
(...) Depois levou-o para o hospital Westend na zona ocidental da cidade. (...) Torsten ficou no hospital em recuperação.
(...) Na noite de 12 para 13 de Agosto [1961], estenderam arame farpado formando o Muro de Berlim. (...) Não viram nem ouviram nada do que se passava para dividir a cidade mas acordaram num mundo completamente diferente.
(...) O seu bébé encontrava-se agora do outro lado do muro.
Após nove semanas e meia de separação do seu bébé, tinha sido concedida apenas a Frau Paul uma autorização de uma dia para assistir ao baptizado. As autoridades não autorizaram que o seu marido fosse , no caso de juntos, decidirem permanecer no ocidente.
(...) Quando ele [o filho Torsten] foi para casa , para a Allemanha de Leste, tinha quase cinco anos.
Extraído de "Stasiland - O outro lado do muro de Berlim" de Anna Funder, Civilização editora, 2002, página 211-213.
(...) Seis dias após o parto, Frau Paul teve alta e foi para casa mas o seu bébé estava a alimentar-se muito mal. (...) Levou-o a um hospital na zona leste da cidade [de Berlim] mas não conseguiram detectar o seu problema.
(...) Depois levou-o para o hospital Westend na zona ocidental da cidade. (...) Torsten ficou no hospital em recuperação.
(...) Na noite de 12 para 13 de Agosto [1961], estenderam arame farpado formando o Muro de Berlim. (...) Não viram nem ouviram nada do que se passava para dividir a cidade mas acordaram num mundo completamente diferente.
(...) O seu bébé encontrava-se agora do outro lado do muro.
Após nove semanas e meia de separação do seu bébé, tinha sido concedida apenas a Frau Paul uma autorização de uma dia para assistir ao baptizado. As autoridades não autorizaram que o seu marido fosse , no caso de juntos, decidirem permanecer no ocidente.
(...) Quando ele [o filho Torsten] foi para casa , para a Allemanha de Leste, tinha quase cinco anos.
Extraído de "Stasiland - O outro lado do muro de Berlim" de Anna Funder, Civilização editora, 2002, página 211-213.
sábado, março 15, 2008
"On dis que je couche avec le président?"
(*) Christine Garnier, alegada amante de Salazar, questionando Azeredo Perdigão sobre os mexericos em terras lusas
Salazar andava muito queixoso
"Disse-me que Salazar andava muito queixoso porque a Garnier não tomava banho, só punha cremes na pele. E com a ajuda de Maria lá convenceu a francesa a um banho de imersão"
Confissão de Maria de Jesus a Micas, governanta e "afilhada" de Salazar, referindo-se à jornalista francesa Christine Garnier que alegadamente terá tido un caso amoroso com Salazar.
Extraído de "Os Amores de Salazar" de Feícia Cabrita, A Esfera dos Livros, 9ª Edição, 2006, pág. 156
Confissão de Maria de Jesus a Micas, governanta e "afilhada" de Salazar, referindo-se à jornalista francesa Christine Garnier que alegadamente terá tido un caso amoroso com Salazar.
Extraído de "Os Amores de Salazar" de Feícia Cabrita, A Esfera dos Livros, 9ª Edição, 2006, pág. 156
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Somas algébricas
Alguma vez viu o sol lá fora, seu cabrão?
O psiquitra gatafunhou Caralho + Cabrão = Grande Foda, rasgou a página e entregou-a à enfermeira:
- Percebe? perguntou ele. Aprendi isto com a minha mestra de lavores, diga-se à puridade e de passagem que o melhor clitóris de Lisboa.
A mulher empertigou-se de indignação respeitosa:
- O Senhor Doutor anda muito bem disposto mas eu tenho outros médicos para atender
António Lobo Antunes em "Memória de elefante"
1983, Publicações D. Quixote, página 16-17
O psiquitra gatafunhou Caralho + Cabrão = Grande Foda, rasgou a página e entregou-a à enfermeira:
- Percebe? perguntou ele. Aprendi isto com a minha mestra de lavores, diga-se à puridade e de passagem que o melhor clitóris de Lisboa.
A mulher empertigou-se de indignação respeitosa:
- O Senhor Doutor anda muito bem disposto mas eu tenho outros médicos para atender
António Lobo Antunes em "Memória de elefante"
1983, Publicações D. Quixote, página 16-17
segunda-feira, agosto 27, 2007
...por ela
(...) Carminha sabe pela boca da mae, que nao vivessem no alto de um empedrado rodeados de monturos e lagartixas e qualquer homem poderia vir a abrir as veias dos pulsos por ela.
Extraído de O Dia dos Prodígios de Lídia Jorge.
1980, Edicoes TV Guia Editora; Lisboa
Pág. 11.
1980, Edicoes TV Guia Editora; Lisboa
Pág. 11.
quarta-feira, agosto 22, 2007
Casulo
A frescura da casa, assim preservada peos batenes era um primor. Apetite de andas descalca sobre os ladrilhos vermelhos do chao. Cheiro a coisa lavada no pino do meio-dia.
carminho já viu um casulo donde saiu uma borboleta desenxovalhando as asas e sacudindo o pólen da sua barriga ainda de lagarta.
Apetece-lhe estender-se. Mostrar e sacudir o pólen da sua meninice. Abrir a blusa, desapertar os atilhos que lhe seguram os seios. Adejas as ancas e dizer aqui aqui.
Mas isso dentro do seu casulo de pedra, telha , tijolo e uma janela de vidro.
Extraído de O Dia dos Prodígios de Lídia Jorge.
1980, Edicoes TV Guia Editora; Lisboa
Pág. 12.
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